ADELAIDE


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A INSIGNIFICÂNCIA DE SER UMA COISA
Rita de Kasia A. Amaral

 

 

 

 

Eu sou uma coisa. Ou eu fui uma coisa? Acho que antes eu era uma coisa e agora sou outra. Como tantas coisas nesse universo eu ocupo espaço, eu estou e passo. Uma relação estranha, não acha, das coisas com o tempo?

O tempo acha que é dono de todas as coisas e essas, por sua vez, pensam ser finitas, sempre voláteis ao querer dos ponteiros. Até pior, submetidas as irresistíveis consequências que o passar causa em toda matéria, viva ou não.

Esse é outro mito que preciso expor para você. Ser coisa não significa que estamos vivos. A famosa frase “penso, logo existe” é um tanto infundada. As palavras que escrevo aqui, não pensam, mas como existem! Tão mais poderosas e traiçoeiras que tantas coisas que se supõe raciocínio.

Retomando o que eu te dizia, existem coisas mortas que se pensa estar irresistivelmente suscetível as mudanças do tempo. Mas quer saber uma verdade? Posso lhe compartilhar um segredo? Não sei se todos sabem essa verdade mas tem medo da sua profundidade e consequência, ou se simplesmente ignoram. A verdade é que somos coisas imortais, vivas ou não.

É verdade. O poder de transmutação da lua para o sol não está contrário a nós, nos fazendo passar e passando levando-nos a morte. Grande besteira quem acredita nisso. Muito pelo contrário, estamos indo para a imortalidade. Não estou falando de vida após a morte, muito menos céu ou inferno. É muito mais sútil, simples e profundo, raso e complicado. Falo das lembranças, das memórias, das fotografias, das pinturas, dos livros, do suor do cotidiano, dos beijos e abraços, das palavras ditas e não ditas, dos olhares encarados ou fugidios, do toque dado ou retido, do amor e da solidão.

Você sabe. Tenho certeza que sim. O oposto do amor não é o ódio, porque até para se odiar é preciso amar. As coisas amam tanto o que as outras possuem, são ou fazem, que querem imitar, roubar, ter para si, conquistar. A solidão, ao contrário, nada almeja, nada possui, nada imita, rouba ou conquista. Tudo se faz vazio. Escuridão. Silêncio. É a ausência de tudo, até mesmo de ser coisa. Por isso que te digo, coisa amada, a diferença não está entre o que é uma coisa animada e inanimada, mas entre os que podem sentir ou os que são privados disso. Existem coisas que afirmam, chegam a jurar, que as árvores sentem, que as pedras sentem, que o chão de barro está vivo. Eu não sei dessas coisas, não me aprofundo assim nos mistérios do mundo, quem sou eu? Muito mal me domino, tu sabes. Lembra daquele dia que conhecemos uma coisa igual a nós, com duas pernas, braços e olhos, nos fazendo ter plena certeza que nos era semelhante, mas erramos feio. Tal coisa parecia animada, mas nada sentia, nem a solidão. Era tão autossuficiente que o vazio não lhe tocava, se bastava. Criatura horrenda, pálida e arrogante. Até hoje sinto arrepios ao me lembrar.

Deve estar se perguntando porque estou lhe escrevendo. Eu poderia ter começado  explicando a razão de minhas frases . . . que graça teria? Sabes muito bem que o resumo, concisão e brevidade não me são suportáveis. Porque nos conter se podemos sempre nos transbordar?

Imagine, para além de seus olhos, criatura amada. Vamos lá, confie em mim. Você está andando, igual a uma coisa perdida, no meio da floresta. A saída não parece visível, os raios fortes do sol refletem no verde da mata quase lhe cegando, causando sede e cansaço. O desespero, porém, não te toma, ao contrário, está em paz. Após caminhar, admirando a simplicidade da flor torta, pequena e delicada, que cresce ao lado de um tronco milenar de árvore, você avista do seu lado direito uma poça d’água. Vá até lá, pode ir. Com seus dedos toca a superfície gelada. Inicialmente pensa que aquela quantidade pode te bastar, matar sua sede, aliviar seu calor no rosto, mas então olha para sua esquerda e…… surpresa! Logo ao lado está um imenso lago de água cristalina, tão profundo, refrescante, que pode lhe cobrir inteiramente. Você só pode escolher um, qual seria? Não há coisa alguma que escolha a poça. Todos querem o lago, hipócritas. Porque tratam os sentimentos como poça se podem ser lagos, rios, cachoeiras e até oceanos? Me é muito cansativo entender.

Eu te pergunto, honestamente. Acreditas nesse amor que nos é narrado? Esse amor que é dono das poesias, das melodias, dos cinemas, dos desesperos? Penso se não seria imaginação de nós, coisas. Um desejo que algo assim fosse real, que nos fizesse bater nas portas alheias e se declarar, de sentar lado a lado e sentir o coração bater acelerado no peito, de trocar olhares penetrantes e significantes, de mal conhecer e achar que sabe tudo da outra coisa ao seu lado, de sentir o chão tremer ao ver o sorriso estampado gerado por sua culpa. Qual a sua opinião? A minha opinião é …… pura indecisão. Acredito em deuses. Se eles são só amor, só bem, só luz, como eles mesmo não teria criado tanta beleza como a mente das coisas são capazes de fazer? Se nós criamos esse mito nas palavras, os deuses não criariam essa realidade na vida? Então, a minha opinião é a de que . . . vamos deixar isso para o final! Não é a hora.

Não se preocupe. Não desista de ler essas frases por medo, elas jamais me perdoariam, por favor! Afinal, meu amor não é nenhum mistério a ti. Mas não, não se trata de uma confissão. Lembra que disse que somos imortais pela lembrança? Hoje amanheci, o sol nasceu dentro de mim que nem pude tomar café. Mal pude abrir meus olhos e as palavras me atropelaram. Elas gritavam impacientes em minha cabeça, me exigindo que as desse forma, deixando o conteúdo ao seu critério. “Sou uma simples coisa”, eu as respondi, mas elas riram. Acreditas nessa chacota? Elas riram de mim, fizeram pouco caso da minha condição, como se isso não importasse em prol de um bem maior, o das letras. Ah, as letras. Você nunca entendeu o poder que elas possuem sobre mim, eu sei. Talvez isso até lhe soe como afronta, depois de tudo que passamos. Muito mais forte que eu são as vogais e quando essas se juntam com as consoantes nada me resta senão me ajoelhar. Sinto muito pela minha fraqueza, coisa amada.

Vê, novamente e mente e mente e mente te chamo de coisa amada. Duvido se as palavras não te amam mais do que eu. Sou eu que te amo ou as palavras que te amam em mim? Você sempre foi uma coisa admirável e fascinante, não me seria surpresa. Afinal, as letras são coisas que sentem.
As lembranças! Sim, retornarei a elas. Foi um verdadeiro complô contra a minha pobre existência. Depois das palavras fazerem rebelião em mim, a lembrança decidiu por lhes dar a mão. Foi decretada a minha derrota. Uma narrava rimas e a outra dançava imagens. Depois a lembrança mudou de tática e passou a me preencher de nossas promessas em voz alta e as palavras das imagens de nossas juras pichadas em cadernos, muros e violões. Me diga, o que mais eu poderia fazer senão ceder?

Eu cedi, como uma coisa jogada na cama desfeita. Eu cedi, como uma coisa sentada na mesa da minha velha escrivaninha improvisada. Eu cedi, ao som de Francesco Renga. Eu cedi, ao sabor de você que ainda mora em mim. Eu cedi, ao cheiro do perfume dessas memórias. Doce no início, mas passado os segundos iniciais mostram seu aroma amargo.

Hoje eu tive um pesadelo. Lembra como você me acudia na madrugada fria? Você, uma coisa assustada pelos meus gritos, meu falar dormindo, meu gesticular violento e sonâmbulo. Agora eu te odeio. Te quero tanto que odeio você. Sim, eu sou uma coisa bem egoísta. Sou uma coisa intensa, como um trem desgovernado que passou sobre você. Te massacrei com meu afeto. Te sufoquei com meu toque. Te asfixiei com minhas palavras. Eu sou uma coisa muito egoísta e louca porque hoje eu acordei de um pesadelo e queria seus braços.

Só encontrei vazio onde antes estava você, mas tal vazio estava limitado ao mundo externo. Será que demorará muito para o vazio me penetrar e substituir o ódio? Eu quero isso? Me questionei quando o sol amanheceu em minha barriga, como calafrios de borboletas. Se isso acontecer você perderá uma certa porcentagem de sua imortalidade. Claro, você permanecerá imortal em outras mentes, corações, letras, músicas, toques, mas no meu mundo, na realidade das coisas que cercam a coisa que sou, você morreria. Não posso te deixar morrer. Terrível seria que o encontro de nossos destinos virasse pó que nem digno de memória fosse. No mínimo, tenho salvo as lembranças.

Crime. Pensando bem, entendo tudo agora. Enquanto estou aqui escrevendo me vem uma revelação. Não foram as palavras e as lembranças que me atropelaram, foi o pesadelo. Sim, claro. Foi ele em seu desespero inconsciente, frágil e intocável que atropelou minhas palavras e lembranças. A diferença é que o pesadelo me domina no sono e o resto no acordar. Dormindo nada posso fazer senão sonhar com você e no acordar nada posso fazer senão lhe escrever.

Estou com medo. Me vejo dentro de um lugar, que não sei onde é, como é, sua dimensão ou largura. Sou uma coisa presa em um deslugar. Nada vejo, tudo é pura escuridão. Meus olhos só veem a negritude da cegueira. Estico meus braços, mas nada toco. Como pode ser se sinto as paredes próximas a me sufocar e o teto tão pequeno me obrigando a curvar? Mas estou de pé e ando. Ouço passos ferozes ao longe, lá fora. Aqui, no dentro, é silêncio. Grito, mas não tenho voz. Rasgo a garganta em vão, sem som. Sigo o barulho dos passos mas não chego a lugar algum. Quanto mais ando em busca do som mas pareço me afastar.

Quero tocar.
Quero abrir.
Quero correr.
Quero ver.
Quero falar.
Nada, só o medo.

Me sento em posição fetal no chão quente. Me abraço e me conforto…. em vão. O barulho dos passos agora machuca meus ouvidos. São tão fortes e graves, levando minhas mãos as orelhas em desespero pelo cessar. . . . 

Silêncio.

Os passos pararam.

Logo em seguida um murro na porta.

Existe porta no aqui? Onde está? Me levanto em desespero, mas não adiante, nada acho. Outro murro.

Outro murro.
Outro murro.
Outro murro.

Finalmente alcanço na cegueira uma porta e ao empurrá-la, uma surpresa. Meus olhos se abrem sobre o corpo imóvel na cama.

Pesadelo. Talvez Freud explica, ou melhor, Jung. Tudo está valendo nessa manhã, inclusive sonhar que você está a minha porta, brigando consigo entre bater ou não bater. É uma bela questão! Vou até lá.

Não sou mais aquela coisa impossibilitada de achar a porta.

Já volto!

            Estou rindo porque sei que sabes a resposta. Não está aqui, porque está lá, como os passos não é mesmo? Quanto tempo faz desde que brigamos na fila de cinema discutindo se a Arielle deveria ter desistido de tudo por Brian naquele filme que vimos no sábado a noite? Eu me lembro perfeitamente do seu discurso a favor do pacto que Arielle tinha feito com seu marido, gravei inclusive sua defesa. Como era mesmo que dizia? “O final foi perfeito, porque as vezes vale a pena a eternidade da segurança do que o breve momento arrebatador da aventura”. Eu me tornei uma coisa raivosa, jamais aceitaria aquele tipo de argumento.“Como pode preferir a eternidade de uma vida morna, sem graça, depois de experimentar o gosto de uma paixão? Não acredito que sejas uma coisa tão apática e covarde.” Nossa, pensei que fostes me matar assim que acabei de pronunciar o último som. Seus olhos se pudessem me engolir o teriam feito.

Um casal atrás de nós na fila ria e cochichava, nos tratando como um caso de velhos excêntricos que deve ser poupado e ignorado. Você me respondeu asperamente: “Covarde? O que é covardia? Se lançar no precipício porque lhe é vontade ou resistir ao desejo ao pé do monte?”.

Era uma ótima pergunta.

Ainda pensas assim, depois de tanto tempo? Até hoje eu não sei a resposta para a sua pergunta. É um grande conflito para mim escolher entre a razão e a emoção. Tem momentos na vida que a sopa fria e aguada parece uma bela simbologia da razão e o correr sem roupa pela floresta deserta a simbologia da emoção.

Sabe qual foi o único momento em minha vida que isso mudou? Posso ver agora aquele velho sofá marrom que escolhemos no antiquário. Eu era uma coisa sentada nele, ouvindo seus gritos e clamores me pedindo seriedade. Juro que eu não ouvia uma palavra, só via sua boca mexendo, suas mãos masculinamente gesticulando, firmes e decididas, seu corpo femininamente circulando e ocupando espaços. Que coisa era você?

A tontura me enjoava, o cheiro limpo da sala me enjoava, as cores amarelas da parede me enjoavam, seu mover descontrolado me enjoava. E você falava,
falava,
falava,
falava,
falava.

Para mim parecia ter durado horas, até que cansou, se sentou ao meu lado e junto a mim admirava o nada. Como te disse, minhas lembranças hoje estão tão vivas quanto os cinemas franceses que amávamos. Lembro de tudo.

“Não pode viver a vida assim, como uma coisa infantil. Como uma coisa sonhadora e irresponsável”.

“Por que não posso? O que quer de mim afinal?

“Eu não posso viver assim. Não posso mesmo. Temos contas a pagar. Por acaso você abre a correspondência ou só eu me ocupo das coisas chatas, como você fala?”

“ Não me ama mais?”

“ Amor? Só pode estar brincando comigo. Acorda! Para de viver nesse mundo paralelo. Você se acha tão superior a todos nesse universo que construiu. Sonhar é ótimo, eu concordo. Morremos sem sonhar, mas é preciso ter os pés nos chãos para que a cabeça voe pelo céu. Levante, vamos. Tente voar. Por que você não sai voando por ai? Que merda. A porra da gravidade te puxa pro chão duro todo dia ao amanhecer. Estamos presos nessa terra fria. Essa é a realidade. Precisamos lutar para sobreviver a cada dia.”

“ Eu não quero a vida sem mistificação. Carlos Drummond já nos denunciava o peso em que Os ombros suportam o mundo.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?

Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.”

“Para. Para com toda essa poesia. Não vê que estou tentando te alcançar? Ter uma conversa séria? Você não tem medo de me perder por ser quem você é?”

“ Você não tem medo de me ter por eu não ser quem eu sou”

Estava decretada a encruzilhada. Você me amava, mas queria mais de mim. Eu te amava, mas queria mais de você. O problema estava no “mais”, não é? Para você o mais significava menos. Menos de minha personalidade livre e inconsequente. Para mim o mais era uma adição. Eu exigia sempre o máximo do seu limite ou até do que não tinha. Nesse momento a razão não mais me parecia uma sopa aguada, mas uma flor que cresce no topo de uma árvore gigante. Por mais que eu escalasse e tentasse alcançá-la e pegá-la para você, era impossível. As emoções não mais significavam uma corrida livre, mas um poço escuro, frio, tatuado em cada parede com a visão de suas costas ao sair pela porta da sala.

Tentei mudar. Não muito, confesso. Sou essa coisa criança, essa coisa sonhadora, essa coisa poeta, essa coisa insaciável, essa coisa sol, essa coisa palavra, essa coisa viva. Chegou a hora de responder a pergunta que deixei em aberto. Eu acredito nesse amor que nos é narrado? Não, eu não acredito. Não entende? Eu descobri uma coisa em relação a esse amor gritado aos ventos desde que o mundo é mundo. Ele está constantemente suscetível as interpretações e reinterpretações. Como eu disse, acredito em deuses e por acreditar neles, acredito nas nossas limitações e fragilidades. Somos imperfeitos e em meio aos defeitos tentamos dar forma ao que vemos e sentimos. É lindo! Acredito no amor, só não acredito na capacidade das coisas de transcrevê-lo, musicá-lo, poetizá-lo.

O olhar trocado para mim pode ser substituído pelo barulho das chaves na porta. Talvez o toque para um seja menos importante que uma conversa leve na mesa do café da manhã para outro. O amor pode ter tantas formas. Eu não sei sobre elas, só sei que elas são possíveis.

Eu não mudei. Estou rezando ao universo para que você também não. Sou uma coisa completamente louca? Estou aqui, com meus dedos doendo ao segurar esse lápis por horas, escrevendo sem intervalos, pensando em você, nos seus gostos, me questionando sobre qual seria a sua resposta caso um dia eu te perguntasse: está valendo a pena viver como escolheu? Você finalmente se sente mais feliz agora? A vida adulta é tão boa quanto você esperava?

Sou egoísta. Espero que a resposta seja não. Sabe que sou uma coisa bem sincera. Não minto, não para você, não aqui, não agora. Agora estou olhando o velho cacto que você pôs na janela do nosso quarto (sim, ainda está vivo), e os questionamentos são para mim: O que eu faria se a resposta fosse não?

Essa carta não é uma confissão. É a narração de um pesadelo, de uma lembrança, uma tentativa de te manter imortal e agora, no final, um sonho. Quanto tempo se passou desde que nos separamos? Segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos, séculos, milênios, estamos em outra encarnação? Não importa.

Se está lendo essa carta até o final saiba que estou a sua porta.
Não espero que recomecemos.
Não espero sua confissão.
Não espero seus braços.

Estou a sua porta como uma criança
que espera pela alegria de um novo dia
apenas para saber que a vida continua
e que tudo é possível.

Irá abrir?

 

 

 

 

 

 

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About the Author
Nascida no Rio de Janeiro (Brasil), com 26 anos, divido minha paixão entre a minha profissão, historiadora, e as palavras. Sou autora do livro Leve Mente Humana (Multifoco, 2015), do Conto do Não Conto (bestiário, 2016) e da poesia A bailarina na Janela, premiado com 3º lugar pela Academia de Letras de São João da Boa Vista - São Paulo. Além disso tenho algumas poesias e contos publicados em revistas literárias brasileiras.

Read an interview with Rita de Kasia A. amaral in our INTERVIEW Section

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