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Aurora Boreal Ao Sul

 

AURORA BOREAL AO SUL
Por Manuel Neto dos Santos


Mais uma obra de referência na poesia nacional, daquele que é um dos poetas maiores do Algarve, Manuel Neto dos Santos.

Sobre Aurora Boreal ao Sul de Manuel Neto dos Santos
por: Risoleta C. Pinto Pedro

Percorre este livro uma poética própria que se ilumina no mais interior de si e nos lugares extremos que só é possível atravessar de “botas de cabedal ressequido, com o esterco de pássaros colado à sola...”.
Começa com cores sobre cores, criadoras de silêncio: “o pintor barra a tela com as cores da espátula”, este livro de poemas nascido em terra de sol.
A cor da pintura é uma constante, mas o contexto é mais amplo, toma dimensão, volume: “modelei”.
A palavra que aqui leio é messiânica no sentido de que há uma espera, um desejo: “Peço-te que vivas em mim, tu, tudo o que não sei mas pressinto na única certeza que virás”.
Também a poesia tem materiais de construção. Encontro nestes poemas, acenando-me de expressividade, a comparação (“Como o pintor”, “Como um regato”, “como as folhas outonais”) e a metáfora (“Modelei caules de amizade”, “a epiderme do espaço”). São diáfanas pedras de construtor com que se ergue o livro altar. Porque o olhar é permanentemente transfigurador. Como se não soubesse como não o ser. É um olhar criador, porque amplia o mundo, abre portas de espreitar e o universo cresce, respira.
As metáforas mais quotidianas, como “de pedra e cal”, ganham dignidade poética, pela companhia das palavras transformadoras. É uma poesia que redime o banal, aristocratiza o chão.
Outras são feitas da mais sublime matéria: “Morre-se por aqui, na letárgica maneira de um pássaro sem interesse pelo voo.”, belíssima até à dor ou o seu inverso: dolorosíssima até à beleza.
Mas também a hipérbole, a personificação: “Suspendessem todos os pássaros o voo prometido.../Regressassem à nascente todos os rios.../Suspirassem todos os vendavais...” neste trabalho de imaginação de um mundo maior onde são paradoxalmente possíveis “minguantes luas cheias.”
“Sul” e “azul” são palavras tom ou tonalidade. Assim como uma partitura musical pode ser escrita em sol maior, esta partitura poética é escrita em sul azul.
E é uma poesia do tu: “Por ti, todas as metáforas/ Nunca serão demais”.
Esse tu pode ser o “primeiro amor”, “meus amigos” ou o “meu povo”, que poderão ser todos o mesmo, mas também todos os outros amores amados num tu.

Read more: http://aluzdascasas.blogspot.pt/2015/12/sobre-aurora-boreal-de-manuel-neto-dos.html

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